SUSTENTABILIDADE
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Dica de Ingrediente
Seque bem os quiabos com um pano antes de cortar e use uma faca sem umidade: quiabo molhado solta muito mais baba. O corte em cruz, indicado nesta receita, mantém a vagem inteira e ajuda a controlar a viscosidade, e as 3 colheres (sopa) de suco de limão da receita atuam na mesma direção.
Dica Alimentar
O camarão seco chega salgado e precisa ser dessalgado antes de ir à panela: deixe de molho em água fria, trocando a água duas ou três vezes, e escorra bem antes de triturar. Esse passo define o sal do prato inteiro — esta receita não leva sal adicionado, e a tabela nutricional da página registra 559 mg de sódio por porção.
O caruru e a tradição de 27 de setembro
O caruru é um prato de matriz afro-brasileira feito à base de quiabo, cozido com azeite de dendê, camarão seco e castanha-de-caju e, em muitas casas, também amendoim torrado.
Chegou à mesa brasileira pela cozinha dos terreiros e das baianas de tabuleiro, e hoje é servido tanto sozinho, como prato principal ou acompanhamento, quanto como recheio: é o caruru, junto com o vatapá, que vai dentro do acarajé.
Todo dia 27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião, o caruru ocupa o centro da mesa na Bahia. A festa é um pagamento de promessa: o prato é oferecido aos santos e servido às crianças convidadas, os erês.
A mesa completa costuma reunir, além do caruru, vatapá, feijão-fradinho, acarajé, abará, pipoca e farofa de dendê. Em 2024, a Festa do Caruru de Cosme e Damião foi reconhecida como patrimônio imaterial do estado da Bahia.
A tradição atravessa religiões e famílias: é praticada em terreiros de candomblé, em casas católicas e por quem herdou o costume dos avós. Cada casa tem a sua medida e o seu jeito de preparar. A receita desta página é uma versão para 8 porções, feita em uma panela só, em 40 minutos.






