O que deseja fazer com essa Receita:

Foto em tons de marrom da receita de pato no tucupi servida em um bowl de cerâmica branco sobre uma tábua de madeira com cheiro verde ao lado. Ao fundo há um recipiente de madeira com farinha de mandioca e ao lado um paninho branco
Testada

Pato no Tucupi Paraense tradicional

O pato no tucupi é o prato mais festivo da cozinha paraense. A carne é dourada e depois cozida lentamente no tucupi,o caldo amarelo que se extrai da mandioca brava, espremida e fermentada, até ficar macia o bastante para desfiar com o garfo. É o prato que ocupa o centro da mesa em Belém no dia do Círio de Nazaré, o segundo domingo de outubro, quando praticamente toda casa paraense serve a sua versão.


Esta receita rende 4 porções, leva 2 horas e 30 minutos entre preparo e fogo, e usa o MAGGI Meu Segredo Cheiro Verde para firmar o tempero do caldo.

  • DificuldadeFácil
  • Porções4
  • Total150 min

Ingredientes

    • 2 colheres (sopa) de óleo
    • 2 cebolas médias picadas
    • 4 dentes de alho picados
    • 1 pato inteiro (cerca de 2 kg), limpo e cortado em pedaços
    • 1L de tucupi
    • 3 pimentas-de-cheiro picadas
    • 1 stick de MAGGI® Meu Segredo Cheiro Verde
    • 1 colher (sopa) de cheiro-verde picado

Utensílios necessários

  • Imagem do utensílio Tábua de Corte

    Tábua de Corte

  • Imagem do utensílio Escumadeira

    Escumadeira

  • Imagem do utensílio Panela de molho

    Panela de molho

Modo de Preparo

  • 1.

    Limpe o pato, retire o excesso de gordura da pele e corte em pedaços: coxas, sobrecoxas, peito e asas. Lave, seque bem com papel toalha e reserve.

  • 2.

    Leve 1 litro de tucupi ao fogo em uma panela média, sem tampa, e deixe ferver por pelo menos 20 minutos. Essa etapa é obrigatória: o tucupi vem da mandioca brava e não pode ser usado cru. Reserve.

  • 3.

    Em uma panela grande, aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho até que fiquem dourados.

  • 4.

    Adicione o pato e frite até que fique dourado por todos os lados, virando os pedaços com um pegador. Doure em duas levas se a panela ficar cheia — pato amontoado cozinha em vez de dourar.

  • 5.

    Acrescente o tucupi fervido, as pimentas-de-cheiro picadas e o stick de MAGGI Meu Segredo Cheiro Verde. Tampe parcialmente e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 1 hora, ou até que o pato esteja macio e se solte do osso com facilidade.

  • 6.

    Nos últimos minutos de cozimento, mergulhe os maços de jambu no próprio caldo e deixe de 3 a 5 minutos, até as folhas murcharem e o talo ficar macio. O jambu é o que dá ao prato o leve formigamento na boca que caracteriza a cozinha paraense. (Etapa opcional — ver 3.6.)

  • 7.

    Adicione o cheiro-verde picado e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Sirva quente, em prato fundo, com arroz branco e farinha de mandioca à parte.

Por que o tucupi precisa ferver antes de ir para a panela

O tucupi é o líquido extraído da mandioca brava ralada e espremida. Cru, esse líquido contém compostos cianogênicos naturais da raiz, os mesmos que tornam a mandioca brava imprópria para o consumo in natura.

O calor elimina esses compostos, e é por isso que, na cozinha paraense, o tucupi nunca vai cru para o prato: ele é fervido em panela destampada antes de qualquer preparo.

Na prática: leve o tucupi ao fogo em uma panela média, sem tampa, e deixe ferver por pelo menos 20 minutos antes de usá-lo. Vale tanto para o tucupi artesanal, comprado em feira, quanto para o industrializado de garrafa — no artesanal a fervura é indispensável, no industrializado ela ainda ajusta o sabor e evita a acidez excessiva. A receita tradicional costuma ferver por mais tempo, com alho, chicória e pimenta, para apurar o caldo.

Um sinal simples: tucupi bem fervido perde o cheiro ácido cortante e fica com aroma adocicado de mandioca. Se o líquido ainda estiver com cheiro forte de fermentação, deixe mais alguns minutos no fogo.

O pato no tucupi e a mesa do Círio

Em Belém, o pato no tucupi tem data marcada no calendário. O Círio de Nazaré, a maior procissão religiosa do país, acontece no segundo domingo de outubro  e a tradição manda que a casa receba parentes e amigos com pato no tucupi no almoço. É o único dia do ano em que o prato deixa de ser comida de restaurante e vira comida de família em escala de cidade inteira.

Isso muda o planejamento de quem vai cozinhar. O pato costuma ser encomendado com antecedência, e o tucupi fresco some das feiras na semana do Círio.

Se a sua ideia é servir no domingo, compre o pato e o tucupi até a quinta-feira anterior, ferva o tucupi na véspera e guarde na geladeira em vidro fechado: no dia seguinte, o caldo já apurado só precisa voltar ao fogo com o pato.

Fora de outubro, o prato funciona igualmente bem como almoço de domingo em qualquer época do ano — e é uma boa forma de apresentar a cozinha amazônica a quem nunca provou jambu.

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Perguntas frequentes

Por que o tucupi é considerado venenoso se não for fervido?

O tucupi é o líquido extraído da mandioca brava ralada e espremida, e a mandioca brava contém compostos cianogênicos naturais que a tornam imprópria para consumo crua. A fervura elimina esses compostos. Por isso o tucupi nunca vai cru ao prato: ferva em panela destampada por pelo menos 20 minutos antes de usar. Depois de fervido, é seguro e é a base de pratos como o pato no tucupi e o tacacá.

O que é tucupi e como ele é feito?

Tucupi é um caldo amarelo de sabor ácido feito a partir da mandioca brava. A raiz é descascada, ralada e espremida; o líquido que sai dessa prensagem descansa até a goma (o amido) se depositar no fundo, e o líquido que fica por cima é o tucupi. Ele então passa por fermentação de alguns dias e por fervura, muitas vezes com alho, chicória e pimenta-de-cheiro, até apurar. É ingrediente central da cozinha paraense.

Qual é a origem do pato no tucupi?

O prato nasce do encontro entre a técnica indígena amazônica e o pato trazido pelos colonizadores. O tucupi e o jambu já eram usados pelos povos originários da região do Pará muito antes da chegada dos europeus; o pato foi incorporado depois. Hoje o pato no tucupi é o prato mais reconhecido da culinária paraense e está ligado ao Círio de Nazaré, a procissão que acontece no segundo domingo de outubro em Belém.

Como é feito o tucupi caseiro e dá para substituí-lo?

O tucupi caseiro exige mandioca brava, ralador, prensa ou pano para espremer e alguns dias de descanso — não é um preparo de última hora. Para a receita do dia a dia, use tucupi de garrafa, vendido em mercados e em lojas de produtos regionais, e ferva por pelo menos 20 minutos antes de usar. Não existe substituto real: caldo de mandioca comum, água com limão ou vinagre não reproduzem a acidez e o aroma do tucupi.

Pato no tucupi leva jambu?

Na versão tradicional de Belém, sim. O jambu é uma folha amazônica que provoca um leve formigamento e dormência na boca, e é escaldado no próprio caldo do pato por 3 a 5 minutos, no fim do cozimento. É o que dá ao prato a sensação característica da cozinha paraense. Fora do Norte o jambu nem sempre é fácil de encontrar, e a receita funciona sem ele — o caldo de tucupi já sustenta o prato.

Quanto tempo leva para fazer pato no tucupi?

Cerca de 2 horas e 30 minutos no total: 30 minutos para limpar e cortar o pato, 30 minutos de fervura do tucupi, 10 minutos de refogado, 15 minutos para dourar a carne, 1 hora de cozimento em fogo baixo e 5 minutos de finalização. A maior parte desse tempo é de fogo, não de trabalho. A fervura do tucupi pode ser feita na véspera, o que reduz o preparo do dia para cerca de 2 horas.

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