O que servir com feijão tropeiro: acompanhamentos para almoço e churrasco
Uma boa carne de porco, um torresmo bem fritinho, couve, ovo frito e muito arroz branco: está pronto o prato perfeito. Para acompanhar, um suco bem geladinho é uma boa pedida. E que tal saborear esta iguaria assistindo a um Atlético-MG x Cruzeiro? Afinal de contas, o prato também faz parte da tradição futebolística de Minas Gerais. Seja em casa ou em um estádio, com os amigos ou a família, o Feijão Tropeiro já é parte da cultura brasileira.
Como deixar o feijão tropeiro soltinho sem ficar seco: o ponto da farinha
Já sabemos que o feijão tropeiro tradicional é um prato mais seco. Mas outra paixão nacional é o dueto “feijão com arroz”. Agora, você sabe mesmo como fazer o feijão perfeito? Não!? Então se liga nestas dicas porque você não vai se arrepender!
A primeira etapa é deixar 500g de feijão de molho por pelo menos três horas;
Após isto, coloque o feijão, dois litros de água (para cada 500g de feijão) e uma folha de louro em uma panela de pressão;
Após a panela pegar pressão, deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos;
Refogue cebola ralada, dois dentes de alho e meia colher de sal;
Pegue uma concha do feijão já cozido e adicione ao refogado;
Amasse o feijão e o refogado. Isto deixará seu feijão mais “grossinho”;
Adicione esta “mistura” acima ao restante do feijão que ficou na panela de pressão. Com ela aberta, deixe ferver até engrossar.
Variações do feijão tropeiro: mineiro, nordestino, econômico e versão leve
Mineiro tradicional (com feijão roxinho e torresmo)
Troque o feijão carioca por feijão roxinho, que tem casca mais firme e segura melhor o grão inteiro depois de misturado com a farinha, é o padrão em Minas justamente por isso.
Substitua o bacon por 100 g de torresmo de barriga já frito e quebrado em pedaços grandes, acrescentado só no final para não perder a crocância, e use farinha de mandioca torrada grossa (biju) no lugar da crua. Esta é a versão mais próxima do tropeiro de fogão a lenha.
Nordestino (com feijão de corda e farinha de milho)
Use feijão de corda (fradinho), que cozinha em cerca de 20 minutos na pressão — menos que o carioca — e tem sabor mais adocicado.
Troque a linguiça calabresa por carne de sol dessalgada e desfiada ou paio, e a farinha de mandioca por farinha de milho flocada. Finalize com coentro picado em vez de cheiro-verde. A couve continua, mas em quantidade menor.
Versão econômica (sem linguiça e sem bacon)
As carnes representam a maior parte do custo do prato. Para uma versão de dia de semana, substitua bacon e linguiça por 1 xícara (chá) de linguiça toscana em rodelas finas apenas, ou elimine os embutidos e compense com 4 ovos em vez de 3 e 1 tablete inteiro de MAGGI Caldo de Costela, que é o que sustenta o sabor de carne. Refogue o alho e a cebola em 2 colheres (sopa) de óleo, já que não haverá gordura do bacon.
Versão leve (menos gordura e mais fibra)
Para reduzir as 630 kcal por porção: escorra completamente a gordura do bacon antes de refogar, troque a linguiça calabresa por linguiça de frango, dobre a couve (10 folhas em vez de 5) e reduza a farinha para 1 xícara (chá) de farinha de mandioca integral.
A porção cai para a faixa de 450 a 480 kcal e ganha fibra. O ponto "soltinho" fica ligeiramente mais úmido, é o resultado esperado, não um erro.
Versão vegetariana
Elimine bacon e linguiça e refogue 200 g de cogumelo paris fatiado em fogo alto até dourar bem — é o que reproduz o umami das carnes. Troque o MAGGI Caldo de Costela por 1 tablete de caldo de legumes e acrescente 1 colher (chá) de páprica defumada para devolver a nota defumada.
Os ovos e a couve permanecem, e a receita segue sem lactose e sem glúten (confirme no rótulo da farinha e do caldo).
Feijão tropeiro engorda? Calorias e informação nutricional por porção
O Feijão Tropeiro é uma ótima fonte de proteínas, carboidratos e outros nutrientes. Entretanto é importante considerar que também é um prato que deve ser consumido com moderação devido ao seu valor calórico e a potenciais restrições alimentares individuais. Sendo assim, recomendamos que busque o auxílio profissional de nutricionistas para compreender como balancear sua dieta de forma saudável.
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Erros comuns ao fazer feijão tropeiro
O tropeiro virou farofa (seco demais)
É o erro número um e quase sempre tem a mesma causa: farinha adicionada de uma vez e com a panela no fogo.
A farinha de mandioca continua absorvendo umidade depois de misturada, então o ponto que parece certo na panela quente fica seco no prato.
Solução: desligue o fogo antes de acrescentar a farinha, jogue aos poucos misturando com garfo e pare quando a mistura ainda parecer levemente úmida. Se já secou, devolva 2 a 3 colheres (sopa) do caldo do feijão reservado (ou água quente) e misture.
O feijão desmanchou e virou pasta
Cozimento longo demais na pressão. Para tropeiro o grão precisa estar macio mas inteiro, porque ele ainda vai ser mexido mais duas vezes na frigideira.
Conte 25 a 30 minutos após a panela pegar pressão para o carioca, 20 minutos para o fradinho, e faça o teste apertando um grão entre os dedos: ele deve ceder sem se desfazer. Feijão de molho por 8 horas antes reduz esse tempo em cerca de um terço e deixa o cozimento mais uniforme.
Gosto de farinha crua no final
Acontece quando se usa farinha de mandioca crua sem torrar e ela não tem contato suficiente com a gordura quente.
Solução: antes de juntar tudo, torre a farinha por 2 a 3 minutos na própria gordura do bacon, mexendo sem parar até ficar levemente dourada e perfumada. Alternativa mais simples: comprar farinha de mandioca já torrada (biju), que dispensa esse passo.
Couve murcha, escura ou amarga
A couve entrou cedo demais ou foi cortada grossa. Ela precisa ser picada bem fina (enrole as folhas e corte em tiras de 2 mm) e entrar nos últimos 3 a 5 minutos, junto com o feijão — tempo suficiente para murchar mantendo o verde e o frescor. Couve cozida demais escurece e deixa amargor no prato inteiro.
Ovo borrachudo ou em pedaços grandes demais
Ovo cozido em fogo alto na panela quente da fritura endurece em segundos. Abaixe o fogo antes de quebrar os ovos e mexa constantemente por cerca de 2 minutos, até formar pedaços pequenos e ainda úmidos — eles terminam de cozinhar com o calor residual quando o feijão entrar.
Uma variação tradicional é usar ovos cozidos picados acrescentados só no final, que nunca correm o risco de ressecar.
Prato salgado demais
Bacon, linguiça calabresa e MAGGI Caldo de Costela já são fontes de sódio — a receita não pede sal adicional. Se o feijão foi cozido com sal, use meio tablete de caldo em vez de um. Se já salgou, o conserto é aumentar o volume neutro: mais meia xícara de feijão cozido, mais couve e mais farinha.
Tudo sobre a receita de Feijão Tropeiro
Como o próprio nome já diz, o Feijão Tropeiro vem dos próprios Tropeiros. Atualmente, Minas Gerais é um dos principais consumidores do prato; porém, não podemos atribuir sua origem à região. Vamos conhecer um pouco mais da história desta receita?
Origem, história e curiosidades
Como dito acima, o nascimento desta receita vem do movimento dos tropeiros. Mas o que foi isto? É preciso entender primeiro esta parte da história brasileira para que possamos chegar ao prato propriamente dito.
Os tropeiros eram homens que, montados em cavalos e mulas, se deslocavam por extensas áreas transportando mercadorias e gados. O início desta atividade se deu por volta do século XVII e durou até meados do século XX. As principais regiões percorridas por estes viajantes foram Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Com o aumento destas “missões”, povoados foram surgindo no caminho das tropas. Estes locais serviam, principalmente, como o ponto fixo para a realização do comércio e onde os gados podiam pastar.
E é neste contexto que nasce o delicioso Feijão Tropeiro, tão consumido hoje em dia. O prato é basicamente feijão (o tipo vai depender da região) misturado com farinha de mandioca e guarnecido com pedaços de linguiça frita e torresmo (toucinho).
Os constantes e extensos deslocamentos fizeram com que o prato fosse ficando mais seco – sem tanto caldo como outras receitas com feijão, a exemplo da feijoada. Isso se deve ao fato de que o alimento seco é mais difícil de apodrecer, já que eles não dispunham de meios de armazenamento. Outro fator que devia ser levado em consideração era a facilidade de fazer e transportar o alimento.
Como dissemos, o feijão tropeiro é muito ligado à cultura mineira. E no imaginário popular, quando se fala da gastronomia de Minas Gerais, sempre há uma referência a uma cozinheira de mão cheia. Mas este prato não era produzido pelas mulheres, e sim pelos homens: afinal de contas, os tropeiros eram sempre do sexo masculino.
Dica de Ingrediente
Ao cozinhar feijão em casa, prepare uma quantidade maior e congele porções individuais para facilitar o uso no futuro. Sempre comece o cozimento do feijão com água fria e adicione o sal após o cozimento; dessa forma, o feijão não ficará duro.
Armazene os ovos na geladeira para manter sua frescor por mais tempo. Verifique a data de validade regularmente para evitar consumir ovos vencidos.
Dica Alimentar
Experimente diferentes tipos de feijão, como feijão preto, feijão carioca ou feijão vermelho, para variar os sabores nas suas receitas. Um ingrediente presente nas refeições diárias de vários países, o feijão é muito versátil e pode ser usado em diversas preparações. Experimente adicionar o feijão em receitas como saladas, sopas, farofas e até mesmo usar as sobras para fazer massa de bolinhos e descobrir usos surpreendentes.
Os ovos são versáteis e podem ser utilizados em diversas preparações, como omeletes, ovos mexidos, pochê, cozidos, entre outros. Experimente diferentes métodos de cocção para variar as texturas e sabores.







Fiz e foi um sucesso! Adorei!